A
TERCEIRIZAÇÃO CIENTÍFICA
1. Criação de um modelo
A
Terceirização é uma prática
empresarial de décadas, mas é recente usando
o nome
de PARCERIA. Há um pequeno volume de experiências
acumuladas em áreas estratégicas ou de forte
relação com o processo principal das companhias.
Registros nos indicam que tal prática
tem funcionado bem, com bons resultados, em áreas
secundárias ou terciárias em relação
a atividade central, por exemplo: limpeza, segurança
de patrimônio, jardinagem e conservação,
alimentação e outras correlatas.
O desafio da terceirização
reside na adoção deste conceito em áreas
que fazem parte do Ciclo de Vida dos Produtos ou dos Serviços,
onde os laços de colaboração e ações
de coordenação são primordiais para
agregar valor ao ciclo de vida.
Pode ser catastrófica a terceirização
de áreas fundamentais do ciclo de vida, mas é
um desafio que deve ser tentado. Esta tentativa deve ser
consciente e basear-se numa série de salvaguardas,
que proporcionam segurança ao processo de parceria
entre a empresa e sua área terceirizada.
Uma empresa consolidada, com alguns
anos de operações e atividades, já
cristalizou sua cultura social, técnica e administrativa.
Ela já possuirá o que chamamos de “sentimento
de Corpo”.
Depois
de alguns anos de funcionamento uma empresa para terceirizar
uma área vital
do Ciclo de Vida do Produto, esbarrará na cultura
sedimentada nas comunicações, nas práticas
e nos procedimentos entre setores e pessoas.
O “Sentimento de Corpo”
advém do “espírito de coesão”
que se incorporou nos elos entre setores e canais de comunicação.
Todas passam a responder, em certo grau, para uma única
direção, dado que a fonte de diretrizes, e
de governo da empresa, provem de um único grupo administrativo.
Quando terceirizamos um setor importante,
do ciclo de vida, estamos promovendo um evento traumático
para o “Sentimento de Corpo”.
A
terceirização requer, para seu intento, uma
preparação prévia e criteriosa do
pessoal da área que será terceirizada.
A área terceirizada para o
“Sentimento de Corpo” pode ser encarada como
um Grupo Intruso e ser rejeitada por ambas as partes. Terceirizar
através de cooperativas, ou de uma empresa qualquer,
dá no mesmo cenário traumático.
O moral do pessoal, o clima discriminatório
que secreta “os fluídos da rejeição”,
o regime de benefícios e salários, práticas
de treinamento e comunicação com os funcionários
e etc., são fatores a serem administrados para minimizar
a rejeição, e com isto evitar perda de produtividade,
queda na qualidade e que as metas que compõem o ciclo
de vida do produto sejam atendidas, satisfazendo aos clientes.
CONSIDERAÇÕES SOBRE
TERCEIRIZAÇÃO
A terceirização das
áreas do ciclo de vida é um caso vital na
vida do produto, ou do serviço.
Num
exemplo hipotético, a empresa ACME S.A nos apresenta
um setor que recebe os
dados do produto formulado entre a engenharia (ou a assistência
técnica) e
o interessado em motores, transformadores, equipamentos
de carga, prensas e em sistemas industriais (robótica
e acionamentos) que podem transferir erros, falhas e omissões
para a área de projeto e esta última transferir
para o setor de fabricação e assim por diante.
DADOS FORNECIDOS
FORMATAÇÃO DO MODELO
- ABRACOOP
A
proposta de terceirização da ABRACOOP, para
os setores do ciclo de vida considera todos os aspectos
inerentes a criação de uma base jurídica,
modelada em salvaguardas, que são as cláusulas
de um contrato formal que regula a parceria entre a ACME
S.A e o administrador da área terceirizada (e seu
controlador).
FORMATAÇÃO DO MODELO
- ABRACOOP
O modelo ABRACOOP procura nivelar,
dentro da ACME S.A, o trabalho dos empregados daquela pelo
fato de buscar criar um clima próprio para o alto
moral do pessoal, de modo a se ter um clima harmonioso e
adequado aos esquemas competitivos de mercado.
Terceirizar
setores, através de cooperativas, é uma opção
que dá mais flexibilidade a seleção
de pessoal e encaminhamento ao trabalho, por leis próprias,
que não criam vínculos empregatícios,
nem entre os cooperados e a cooperativa, nem entre os cooperados
prestadores do serviço (como autônomos) e
a tomadora de serviços.
Há
um folclore, regional e nacional, das empresas tomadoras
de serviços com as cooperativas. O medo do vínculo
empregatício e os litígios trabalhistas, tendo
como reclamantes, os associados de cooperativas. Os julgados
não têm, todas as vezes, caracterizado ganho
de causa à estes reclamantes. A tomadora de
serviços nada perde, não há vínculo.
Os
Cooperados de uma cooperativa são profissionais autônomos,
prestadores de serviços
nas empresas tomadoras, sem vínculo empregatício,
fora da CLT.
2. Considerações Finais
Muitos casos de terceirização
foram mal sucedidos devido a visão equivocada em
utilizar esta modalidade de administração
para redução de custo de pessoal. Há
casos de terceirização que extirpam o complemento
secundário da atividade principal da empresa –
sua missão – eliminando o “Sentimento
de Corpo”.
Diversas
atividades que eram secundárias e passaram a condição
de terceirizadas, foram atividades em que, durante anos
a fio, não se dava importância tática,
não se reforçava com orçamentos corretos,
colocava-se profissional de “2ª, 3ª ou 4ª
Qualidade Gerencial”, não se definia a missão
que contribuiria com a atividade principal (do ciclo de
vida do trabalho), não se estimulava a educação
e o treinamento do pessoal, não se motivava com ideologias
centrais, de elevada nobreza para promover o alinhamento
de todo o contexto empresarial e muitas outras omissões
ou atuações negativas.
Para a alta administração
da empresa era difícil fazer com que fossem produtivas
e pró-ativas. Veio a onda da terceirização,
terceirizar é mole!
Se incomodar corta-se fora, já que não há
uma gestão racional. Assim as mazelas da empresa
foram passadas para outra empresa que por sua vez não
soube lidar com elas.
No Japão, e em outros países,
setores terceirizados, em modalidades de terceirização
sem base científica, estão voltando para suas
empresas originais.
A terceirização só
vira vantagem competitiva se encarada como o modelo ABRACOOP
de terceirização, apresentado neste artigo.
Ele evita a terceirização predatória.”
Texto - Direitos Reservados ©
da ABRACOOP.
Para maiores esclarecimentos efetuar
contatos com o Sr. Lewton Burity Verri
- Presidente da ABRACOOP, pelo E-mail: abracoop@hotmail.com
ou pelo TelCel: 24-9999-1180 (RJ).