A
Sociologia Comunitária da ABRACOOP
A
não-reeleição de Marta Suplicy para a
Prefeitura de São Paulo - depois do acontecido muitas
interpretações sobre o incidente serão
oferecidas, inclusive já se propôs uma abordagem
psicanalítica. Ao investir cerca de R$ 500 milhões
em programas sociais, abrangendo centenas de milhares de pessoas
de
baixa renda e escolaridade, entre junho de 2001 e maio de
2004, a Prefeitura da Cidade de São Paulo – PMSP
amargou precários resultados.
A
confissão da prefeita Marta Suplicy constante no jornal
a Folha de São Paulo, de 21/11/2004, nas instalações
do PT – Partido dos Trabalhadores, em São Paulo,
“atacava” vários fatores, pessoas e sistemas,
principalmente a situação econômica do
país, muito embora houvesse uma admissão de
culpa sobre seus erros. Em 09/05/2004, no mesmo jornal, na
reportagem (local de Sílvia Corrêa) “Tentamos,
mas o bonde não passou”, seu secretário
Márcio Pochmann – Desenvolvimento, Trabalho e
Solidariedade, antecipava o “holocausto” dos programas
sociais implementados:
1.
Metas não atingidas;
2. Abrangência não atendida;
3. Acusações de assistencialismo e clientelismo
político-partidário e houve ainda, em outras
análises.....
4. Irracionalidade na aplicação das verbas;
5. Verbas insuficientes, tendo-se que priorizar a “natureza
dos excluídos”; 6. Excesso de taxas públicas
para cobrir “rombos” orçamentários;
7. Abrupta descontinuidade causando grande frustração
comunitária; 8. Falta de monitoramento adequado e estudos
estatísticos.
A
ABRACOOP participou dos programas BT – Bolsa Trabalho
e CN – Começar de Novo, como parceira junto a
PMSP e com a UNESCO, no PROCAP – Programa de Capacitação,entre
abril de 2002 e outubro de 2002, sob o contrato Nº ED
13635/2002 – REF: BOC 914BRA3000.
O
presente estudo – SOCIOLOGIA COMUNITÁRIA DA ABRACOOP
– tem por objetivo demonstrar mais um fator promotor
do “colapso” daqueles programas, baseado numa
pesquisa socioeconômica, durante nosso trabalho com
cerca de 2.000 pessoas, cujos resultados são agora
publicados.
O
inferno está cheio de bons intencionados, e nesse caso
só funcionou a “boa intenção”.
Falta no Brasil a percepção de que se devem
adotar a Administração Científica nos
poderes públicos e usar com muito mais racionalidade
as verbas extraídas, como impostos - de uma sociedade
já espoliada e maltratada – 40% do PIB.
As
desigualdades sociais em nosso estudo ficam evidentes –
e isso não é segredo para ninguém, e
sua magnitude? - as carências e mazelas são perpétuas
na raiz das comunidades e o poder público não
consegue identificar o
que realmente os excluídos desejam – erra-se
sempre o foco: Dá-se água a quem tem fome e
comida a quem tem sede. E ainda se abusa em condutas antiéticas,
no clientelismo e na incompetência administrativa.
O
Estado de Bem Estar Social tão propalado pelo PT, em
outrora, parece estar além
de um sonho de ficção. Quando vimos os colaboradores
do governo de peso, da área social, a exemplo do Frei
Beto, se retirarem para “projetos pessoais”, nos
alivia no aspecto de que a percepção dessa inépcia
é consenso. Agora, sabemos mais detalhes do que ocorre
nos programas do PT e que apresentamos nesse estudo.
Para
conhecer o assunto, na íntegra, basta fazer download,
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