O Aprimoramento do Sistema de Contabilidade
dos Estados/Municípios deve passar pelo controle da aplicação
da Moeda Comunitária – verbas de investimento e receitas
aplicadas na prestação de serviços pelas cooperativas locais.
O município deve adotar para gerir e controlar democraticamente
o conceito de “Administração por Colegiado”, e doutrinando
o sistema cooperativista local a eleger dirigentes com motivo
eleitoral baseado em um Programa de Administração, defendido
e registrado em Assembléia Geral das cooperativas, sujeito
à prestação anual de contas por exigência dos demais sócios-cooperados.
As modalidades de cooperativas sugeridas representam à segmentação
de atividades econômicas que regem o enquadramento dos objetivos
sociais, não tendo a haver com necessidades somente de todo
um conjunto comunitário. Mas, sim, o agrupamento prioritário
de projetos municipais baseados nas Necessidades Humanas
colimadas pelos legítimos representantes dos maiores segmentos
em demanda de dentro das comunidades – As Necessidades Humanas
em minorias ainda não devem ser excluídas, devendo-se atuar
em função das necessidades e seu alcance social e preservar
a condição de “neutralidade” dos reivindicantes e o grau
de importância para o cidadão.
Alguns ramos de cooperativas já possuem grande capacidade
de crescimento e expansão, apesar do alto grau de mortalidade
de empresas e cooperativas – estão no mesmo barco ( competição
acirrada, globalização, atuação predatória das Coopergatos,
despreparo de dirigentes etc.) - outros ramos estão enfraquecidos.
Os problemas de fundo estão relacionados à capacitação técnica
e administrativas de dirigentes e do baixo padrão de qualificação
dos seus sócios – cooperados, gerando uma atuação insuficiente
e conquistando poucos clientes e tomadores de serviços.
Só dinheiro não se vitaliza ou revitaliza nenhum empreendimento,
mas o valor agregado da experiência do conhecimento atualizado
de modo contínuo – o capital intelectual.
O controle do orçamento aplicado, em projetos com prestação
de serviços, por cooperativas, ficará mais seguro com procedimentos
de autogestão, monitoramento e selo da qualidade, para as
mesmas, fomentados pelo Poder Público do município - O aprendizado
em Gestão da Qualidade Total.
A visão do cooperativismo brasileiro deveria ser a de tomar
suas atividades econômicas como o meio de buscar divisas
e receitas para seus sócios – cooperados. Esse cooperativismo
é apenas a ideologia – doutrina - inspiradora de uma prática
econômica, mais humanitária e solidária do que o capitalismo.
Mas, sem deixar de ser uma prática que deve guiar-se pelo
uso aprimorado de técnicas de gestão e tecnologia.
O Poder Público municipal, se não se balizar em critérios
técnicos – sociais, poderá fracassar como outros órgãos
de fomento de desenvolvimento econômico e social do governo,
a exemplo da SUDENE e da SUDAM. Muitos duramente criticados
por gastar o dinheiro do contribuinte, de modo perdulário
e sem medidas de resultados e escamoteando práticas impróprias
e em benefício de grupos ou de segmentos. Há o perigo de
gastar boa parte do dinheiro público em projetos frágeis
e sobrecarregar a sua folha de pagamentos com fornecedores.
Existem no mercado de associações cooperativistas metodologias
para diagnóstico e avaliação permanente de sistemas cooperativos,
com auto-avaliação por parte dos dirigentes e dos sócios
– cooperados, complementada por uma avaliação de confirmação
e pontuação científica, feita por associação independente,
a exemplo da Lista de Verificação – Legislação, Tributação,
Estatutária, Doutrinária, Tecno-Administrativa e Desempenho
Operacional - Um exemplo disto é o do sistema da ABRACOOP
– Associação Brasileira para o Desenvolvimento do Cooperativismo,
presidente@ABRACOOP.com.br e www.ABRACOOP.com.br
. É melhor adotar o Método de Avaliação de Sistemas Cooperativos
da ABRACOOP, pois tem correlação com resultados operacionais
– cerca de 16 indicadores de desempenho aplicáveis.
Vimos que a ABRACOOP propõe o Sistema de Amparo ao
Cooperado – SISACOOP que gera motivação coletiva, em face
do suporte humanista que concede aos mesmos – ajudando na
busca de maior comprometimento dos sócios: contratos, acordos
comerciais etc.
O cooperado só se motiva se houver perspectiva de trabalho
para ele e receita regular para as suas contas. O sistema
cooperativista deve desenvolver o SISACOOP – Sistema de
Amparo ao Cooperado, ativo e temporariamente inativo. Para
os clientes não existe segurança econômica sem capacitação
em técnicas de gestão por parte dos dirigentes de cooperativas.
Para os sócios só haverá um mínimo de segurança quando o
SISACOOP estiver em plena implementação dentro do sistema
cooperativista.
O Poder Público deve ajudar a desenvolver um cooperativismo
confiável, legalizado, capacitado, com dirigentes e sócios
qualificados, sem fraudes e sonegações, incrementado com
o SISACOOP – Sistema de Amparo ao Cooperado – e fundamentado
em sólidos atos cooperados. O Poder Público aplaudirá e
apoiará esse tão humano e mais solidário sistema de trabalho.
Nada haverá o que se temer.
Para as cooperativas locais criadas, como todo negócio,
ou empresa, o controle financeiro é uma das atividades vitais
da sobrevivência do empreendimento. Os dirigentes e os sócios
da cooperativa devem ter capacitação em controle fiscal
e financeiro da mesma. Devem ter conhecimentos em Projeto
de Investimentos, controle do fluxo de caixa, processar
contas a pagar e a receber, fazer análise financeira e o
uso de softwares aplicáveis.
O marketing deste sistema cooperativo já pode contar com
um método aculturado para a prática do marketing dentro
do sistema e por suas cooperativas – Marketing Institucional
para Cooperativas, destinado tanto para aprendizado dos
dirigentes quanto para seus sócios – cooperados.
O sistema cooperativo local deve contar com parcerias capazes
de instituir centros de formação e educação profissional.
As sugestões para centros de formação e educação profissional
poderão ser análogas ao adotado pela ABRACOOP, conforme
estabelecido em seu prospecto de apresentação, em parceria
com os órgãos de representação do cooperativismo.
O movimento cooperativista brasileiro se intensificou nos
últimos dez anos, configurando-se como uma tendência irreversível.
A participação das cooperativas na atividade econômica da
nação está na faixa de 6% do PIB. Em países europeus essa
participação assume valores acima de 70% do PIB. Nessas
condições, há muito espaço para o crescimento do número
de cooperativas, nas mais variadas modalidades de objetivos
sociais e segmentos específicos na economia nacional.
O cooperativismo no Brasil ainda é incipiente e amador.
Podemos dizer que o país possui baixo domínio sobre as práticas
cooperativistas, o que terminou por produzir muita precariedade
operacional – “O Cooperativismo brasileiro precisa de aculturação”
– Ciro Gomes – Eleições 2002.
Nesse cenário turbulento têm surgido muitos reflexos negativos
que depõem contra o cooperativismo de trabalho e de serviços,
provocando sérios danos na formação e na manutenção de cooperativas,
e criando inclusive um folclore de procedimentos mal interpretados
e mal conduzidos.
Durante os últimos anos, a literatura tem divulgado dados,
fatos e informações baseadas na análise do fenômeno da precariedade
técnico-operacional do cooperativismo, revelando situações
depreciativas, que também são divulgadas pela mídia.
Segundo a ABRACOOP ao visitar cooperativas, participar
de seminários e encontros, e atuar junto às organizações
federais e estaduais do trabalho cooperativista, observa-se
todo um conjunto de problemas que vem obstruindo o crescimento
do cooperativismo.
Lamentavelmente, inexistia uma instituição de natureza associativa
que apresentasse um método sistematizado, destinada a orientar
o desenvolvimento do cooperativismo conforme a legislação,
com avaliação de indicadores básicos do desempenho das cooperativas,
e proposta científica de melhoria contínua dos seus resultados.
Os dirigentes de cooperativas deveriam contar com um suporte
associativo nesse padrão, que promovesse o nivelamento técnico-operacional
das cooperativas associadas, a fixação cultural legítima
da ideologia cooperativista e que contribuísse para minimizar
os problemas e as dificuldades que resultam nos reflexos
negativos sobre o movimento cooperativista brasileiro.
Será necessário que se consolide a ABRACOOP como
uma associação – ONG - dotada de um sistema de auditoria
e de auto-avaliação; ranking de status operacional de cooperativas;
educação cooperativista orientada para corrigir pontos fracos
e prevenir deficiências; educação empresarial para capacitar
o ato gerencial e perpetuar a cooperativa como empresa (consolidadora
de negócios, trabalho e serviços), sujeita a investimentos
filantrópicos ou idealistas. E que, também, seja difusora
dos modelos de sucesso, orientadora dos tomadores de serviços
quanto à legitimidade da sociedade cooperativa contratada,
e finalmente que promova, em eventos periódicos, premiações
de performance, entrega de certificados de habilitação cooperativa
de excelência, e distinga os dirigentes de boa capacidade
gerencial.
Diante da falta, nos últimos 30 anos, de uma instituição
que tenha esses objetivos, um grupo de profissionais cooperativistas
de São Paulo, inspirados na necessidade urgente de conferir
mais seriedade e credibilidade ao cooperativismo de trabalho
e de serviços, fundou a ABRACOOP - Associação Brasileira
para o Desenvolvimento das Cooperativas de Trabalho e de
Serviços, que entrou em operação no dia 11/04/00.
A ABRACOOP é uma associação de cooperativas de qualquer
tamanho em porte social e econômico, do segmento de trabalho
e de serviços, interessadas em desenvolver suas atividades
de forma consciente e responsável, num processo permanente
de avaliação e aperfeiçoamento, de modo a aumentar a credibilidade
e a eficiência do cooperativismo, e maximizar sua capacidade
empreendedora como empresa cooperativa.
A Associação oferece às suas associadas, como instrumento
de auto-avaliação, um sistema a ser utilizado por seus dirigentes
nos segmentos citados, que buscam firmar seriedade e credibilidade,
orientando-os no desenvolvimento de novas iniciativas, sempre
de conformidade com a lei das cooperativas e os princípios
reguladores de suas práticas operacionais. Esse sistema
de avaliação permite o estabelecimento de evidências objetivas,
de práticas, de procedimentos, de documentação, de registro
e de controle, comprovando sua fidelidade/conformidade a
todos os tomadores de seus serviços, fornecedores, parceiros,
instituições públicas ou privadas, e empresas, com relação
a seus resultados operacionais e atendimento à legislação
aplicável.
A associada da ABRACOOP tem acesso a vários serviços,
destinados à promoção do nivelamento técnico-operacional
e à fixação cultural do cooperativismo, a saber:
OS SERVIÇOS DE SUPORTE ÀS ASSOCIADAS E AOS ASSOCIADOS
1. Administrativo - gestão, organização e controle.
2. Jurídico - cível, trabalhista, comercial e tributário.
3. Contábil - contabilidade, finanças e custos.
4. Comercial de negócios - desenvolvimento e consolidação
de negócios socialmente úteis.
5. Marketing - publicidade e propaganda e venda de serviços.
6. Sistema de auto-avaliação e auditoria cooperativista.
7. Cursos e palestras - educação, treinamento e informações.
8. Benefícios- Planos de Saúde, Seguros e Previdência Privada.
9. Lazer e entretenimento – Social, cultural e esportivo.
A ABRACOOP oferece aos associados um suporte empresarial
para prestação de serviços, de acordo com suas necessidades.
Todas as técnicas, métodos, conceitos e sistemas implementados
pela ABRACOOP estão adaptados para o cooperativismo,
sendo praticados por profissionais especializados e capacitados,
com muita vivência e experiências positivas em cooperativas.
A ABRACOOP seleciona o melhor profissional para atender
as necessidades das associadas. A Associação, como um de
seus importantes elementos de diferenciação, estabelece
como orientação técnica às suas associadas uma norma de
conduta baseada em Requisitos de Conformidade - que direcionam
a conduta e o comportamento empresarial dos associados para
o desenvolvimento de alta performance e a fixação de boa
imagem institucional.
A norma de conduta é composta por listas de verificação
de auto-aplicação - a própria associada faz sua avaliação,
que pode ser confirmada por Auditores de Sistemas Cooperativos
da ABRACOOP.
Nesses termos e em nossa visão, os serviços de suporte da
ABRACOOP têm o propósito de perpetuar o cooperativismo
como o sistema sócio-econômico predominante, no Brasil,
para o terceiro milênio, criando a base primordial para
o seu desenvolvimento.
O Poder Público, segundo a Lei 5764/71, em seu Artigo Nº
2, deve: “As atribuições do Governo Federal na coordenação
e no estímulo às atividades de cooperativismo no território
nacional serão exercidas na forma desta lei e das normas
que surgirem em sua decorrência. Parágrafo Único – A Ação
do Poder Público se exercerá, principalmente, mediante prestação
de assistência técnica e de incentivos financeiros e creditórios
especiais, necessários à criação, desenvolvimento e integração
das entidades cooperativas” .
Assim o Poder Público deveria incentivar a criação, as inter-relações
das cooperativas no sistema cooperativo do município e promover
o conhecimento mútuo, criando meios de uma cooperativa conhecer
a outra – Internet, Sites, Home Pages, Banners, Revistas
Institucionais, Catálogos Descritivos de Atividades ou Campo
de Atuação, Portfólios de Profissionais, Folders e Informativos.
Conceber uma Carta – Padrão, de responsabilidade civil –
técnica – comercial – jurídica, firmando um compromisso
recíproco, entre as partes, implementando um critério técnico
– científico para facilitar o reconhecimento das cooperativas
idôneas e confiáveis, além do uso de todos os instrumentos
de proteção ao crédito e do consumidor.
Esse Artigo Nº 2 da Lei 5764/71 ajuda a promover, também
o fortalecimento institucional e econômico das Sociedades
Cooperativas o que permitirá que se possa desenvolver novas
áreas de negócios para cooperativas. Essas devem ser identificadas,
para se saber quais são essas novas áreas de negócios, caracterizar
o perfil técnico – profissional e divulgar em mídia. Conceituar
oficialmente essas novas áreas, visando facilitar o enquadramento
das atividades econômicas dos objetivos sociais consensados,
das cooperativas, entre os fundadores e fomentar o desenvolvimento
das mesmas, por meio de investimentos em projetos.
O Orçamento Participativo, que direcionará recursos para
contratação das cooperativas locais, deverá adotar uma nova
formatação para incluir esses novos modelos de contratação
e considerar na gestão financeira das cooperativas parte
dos mecanismos de proteção do dinheiro, fazendo aplicações
para evitar a desvalorização do capital social e criar uma
sistemática de Projetos de Investimentos, capaz de partindo
de uma análise de viabilidade permitir selecionar aqueles
de forte chances técnicas de sucesso, estimulando os sócios
– cooperados em investir na “produção/serviço” das atividades
da cooperativa, repartindo o retorno desses seus investimentos
de acordo com a proporcionalidade original do investimento.
As cooperativas criadas poderão ter seu sistema financeiro
de sustentação fortalecido quando diversas cooperativas
singulares vierem a unir-se, em ato cooperado, formando
Centrais de Crédito Cooperativo, para acesso ao crédito,
de um conjunto de cooperativas associadas, composto de um
fundo de acumulação do capital, protegido segundo regras
de uso e condições técnicas e financeiras para a concessão
do crédito, respeitando os princípios da doutrina .
Para garantir um controle dos programas de prestação de
serviços das cooperativas se fará necessário o fomento de
um sistema permanente de avaliação do desempenho operacional
e do grau de conformidade das mesmas com os requisitos das
Leis aplicáveis, bem como a concepção de um modelo de contabilidade,
dentro do Orçamento do Município, que confira segurança
na destinação dos recursos aplicados e que possa ser utilizado
como indicador de atendimento às Necessidades Humanas das
Comunidades vamos estudar e propor um modelo geral de operação
do Poder Público junto ao sistema cooperativo local – dentro
do município.
É importante a descrição funcional do sistema cooperativo
dentro do município que confira segurança aos investimentos
do Poder Público e que otimize – melhoria contínua, maximizando
ganhos ou minimizando perdas – os indicadores de desenvolvimento
humano das comunidades, pelo IDH – Índice de Desenvolvimento
Humano.
Um modelo geral de operação do sistema cooperativista será
proposto, inspirado nos Manuais e na Literatura Técnica
desenvolvida pela ABRACOOP, avaliando –se sua consistência
e validade técnica-política. Junto a esse modelo geral será
concebido o modus operandi de um procedimento contábil que
faça o monitoramento das receitas e despesas que o Poder
Público investe no sistema cooperativista local.
"Para
maiores esclarecimentos efetuar contatos com o Sr. Lewton
Burity Verri
- Presidente da ABRACOOP, pelo E-mail: abracoop@hotmail.com
ou pelo TelCel: 24-9999-1180 (RJ)."
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