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Desde a Queda do Muro de Berlim, com a consolidação
do Fim da Guerra Fria, e a conseqüente morte do Comunismo,
o mundo herdou as mazelas de uma ideologia pueril, fundamentada
na visão deformada, de Karl Marx, sobre o modo de operação
de um Estado junto a uma sociedade - vejam a Rússia. Ainda,
como agravante, restou somente o Capitalismo como forma ideológica
inspiradora das políticas governamentais e das iniciativas
empreendedoras dos cidadãos, eliminando a polarização ideológica
entre nações.
O Socialismo Assistencial europeu começou a mostrar desgastes,
face aos déficits contínuos das contas públicas, resultando
na busca da 3ª Via pelos ingleses. Mas, como caracterizar
uma Via de conduta governamental e empresarial sem repetir
os equívocos do Comunismo, do Capitalismo e do Socialismo
? O mundo está à deriva!
O esgotamento das ideologias fez com que se anunciasse o Fim
da História e o momento atual é de busca e de incubação de
um novo "modus operandi" social e econômico, que contenha
em seu rótulo o espírito de uma ideologia mais humana e com
menos interferência estatal.
Nossa sorte é que tendo havido o esgotamento dos ideários
esse mundo à deriva vem experimentando o Cooperativismo, como
modelo substituto de alta validade inequivocada. Graças a
Deus nenhum intelectual alienado, revoltoso ou reacionário
formulou sua base científica e operacional. Ele é fruto de
uma alternativa sócio-econômica com mais de 150 anos e vinda
da própria Inglaterra, nascido no seio da Revolução Industrial,
no início do século 19, procurando propor relações para o
trabalho menos desumanas.
O Cooperativismo é dotado de princípios de elevada nobreza
e valor humano , os quais são capazes de criar uma dimensão
superior de administração das atividades econômicas governamentais,
e empresariais, com o firme propósito de consolidar benefícios
sociais, e autônomos, aos participantes dos atos cooperados
e suas relações técnicas e comerciais, sem fins lucrativos
e praticamente isentos de impostos.
No Brasil esse cooperativismo vem crescendo acima do ritmo
dos sistemas econômicos mercantis, já enfraquecidos pelo "alto
custo Brasil" das Leis da CLT. O número de cooperativas, em
todos os seus 11 segmentos, está crescendo à uma taxa média
de 8% ao ano. O número da adesão, de sócios cooperados, à
atividade econômica inspirada pelo cooperativismo, cresce
à uma taxa média de 12% ao ano. E ainda abre postos de trabalho,
dentro da CLT, para funcionários visando empreender suas atividades
administrativas, na taxa média de 6% ao ano.
Se na Espanha o PIB é gerado em 67% por cooperativas, no Brasil
esse valor atinge cerca de 6% do PIB. Portanto, o futuro é
do Cooperativismo ! Esse futuro já é nosso.
A ABRACOOP se preparou para crescer junto com o cooperativismo
do Brasil, zelando pelos princípios e de acordo com a estrita
expressão de suas Leis aplicáveis.
Por: Lewton Burity Verri, Engenheiro Metalúrgico,
Escritor e Presidente da ABRACOOP.
RJ, 20/09/00
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